Postada em: 13/06/2010
“O mais nobre dos nobres sentimentos” Procurando justificar sua própria insensatez, homens e mulheres maculam o sagrado nome do amor – o mais nobre dos nobres sentimentos – fazendo-o, às vezes, parecer nocívo e destruidor. O amor em circunstância alguma faz mal, apenas o(a) próprio(a) homem/mulher faz mal a si mesmo com sua indescritível insanidade. O amor existe apenas para elevar, fortalecer, (re)construir e sossegar corações que mesmo saltitantes vivem em paz. E qualquer coisa diferente disso tudo é o desvio de suas trilhas sagradas que pode até mesmo matar. O amor NÃO mata e nem ao menos fere, é vida legítima que não usa artifícios enganosos para conquistar e exisitir. Ele leva a sonhos verdadeiros que podem se tornar realidade e nunca alimenta ilusões infundadas no “mundo do absurdo”. O amor não é a simples abstração de algo inexplicável, ele leva sim à ação concreta e bem intencionada. Ação quase sem limites e capaz de ultrapassar barreiras que sempre buscam a felicidade. Não! o amor não busca a felicidade em lugar algum. Ele é, em si mesmo, felicidade inconfundível. E quando real e vivenciado maduramente o amor romântico traz consigo seu grande irmão – o amor universal: “amo a mim e por isso sou capaz de amar você e passo a desejar o bem e querer amar fraternalmente a todas as pessoas”, cumprindo assim, segundo algumas tradições indianas, a sua principal finalidade. É a chama ardente que queima suavemente a alma e reluz a distância. Na verdade ele é imune a distância, pois ultrapassa a barreira do tempo e espaço e continua existindo. Talvez não mais com a mesma intensidade, com o mesmo vigor, não mais da mesma forma. Com a distância e o tempo ele se transforma, mas continua sendo amor. O amor tem tantas faces e todas de tanta beleza. E se beleza é arte, o amor é a mais pura das artes. Não precisa de tinta, não precisa de forma e nem de composição. Ele tem um colorido próprio, uma forma infinita e uma musicalidade inconfundível. É tão singular para quem o sente que a cada homem/mulher é dada a responsabilidade de se tornar artesão(ã) nesta incrível arte sem escolas, sem lições escritas. Suas lições são ensinadas pela própria vida, a cada dia, no mais inesperado dos momentos. E a todo instante pode haver um novo tema a ser aprendido num conjunto infinito de lições que sempre levam a algum lugar, pois o amor não é, de forma alguma, algo perdido, sem rumo certo que leva as pessoa ao nada. Ele sempre traz a direção àqueles que vagam no escuro e sempre mostra o caminho. Por isso é pura inspiração. Amar é saber o que quer, é saber sobre si mesmo e descobrir-se a cada dia. É encontrar a sí mesmo no encontro com o outro sem, de forma alguma, perder-se nele. E esta é a mais sagrada, singela e difícil das artes...
Se o amor é sagrado “ o homem” purificado dever estar para sentir o imaculado sabor da arte de amar. |